duas pessoas falam em microfone, ao lado de telão e projetor, sala de aula
No dia 02/05 as profissionais da Fundação Catarinense de Educação Especial (FCEE), Jéssica Vieira e Jamila Galdino, apresentaram uma pesquisa sobre inclusão escolar em um encontro de âmbito nacional realizado na cidade de Recife (PE). O estudo, intitulado “Transição do Serviço Pedagógico Específico para o ensino regular: o ensino estruturado no AEE como estratégia de inclusão de educandos com TEA”, foi desenvolvido na FCEE em parceria com a Dra. Viviane de Leon, renomada terapeuta ocupacional especialista em autismo.

O evento, III Meeting TEACCH, reuniu especialistas de todo o país para discutir a aplicação do modelo de Ensino Estruturado fundamentado em Práticas Baseadas em Evidências (PBE). A pesquisa apresentada visa validar um fluxo metodológico de transição pedagógica, instrumentalizando o retorno planejado de estudantes do Serviço Pedagógico Específico (SPE) para o ensino comum.

O objetivo final da pesquisa é impactar diretamente a formação técnica de aproximadamente 2 mil profissionais que atuam no Atendimento Educacional Especializado (AEE) das escolas estaduais em Santa Catarina. Além disso, a proposta busca expandir o uso dos componentes do Ensino Estruturado para as 1.880 salas de AEE de Santa Catarina, qualificando o suporte técnico e o atendimento no AEE.

Com essa sistematização, a pesquisa projeta qualificar o processo de inclusão de aproximadamente 45 mil estudantes público da Educação Especial matriculados nas escolas estaduais catarinenses.

A implementação do Protocolo de Transição Pedagógica busca garantir que o desligamento do serviço especializado seja acompanhado por um suporte contínuo, favorecendo a permanência qualificada e a efetividade do direito à educação inclusiva.

O Serviço Pedagógico Específico (SPE) dos CAEPS atende estudantes de 6 a 17 anos com diagnóstico de deficiência intelectual grave ou profunda, associada ou não a outras deficiências e/ou autismo com nível 3 de suporte. O serviço atua de forma excepcional e transitória para casos em que barreiras comportamentais ou de saúde inviabilizam temporariamente a permanência no ensino regular.

O estudo foi realizado através do Núcleo de Estudos e Pesquisas (Nespe) da FCEE.

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